Os quatro fantásticos de Dublin estão muito longe de serem destronados... Continuam a despertar sentimentos e consciências, enfim pelo menos tentam, lembranças únicas, ao sabor das canções imortais dos seus primeiros anos, tempo para reflexão divertimento e muita nostalgia... Os U2 continuam a propor-se hoje exactamente aos objectivos que os moveram desde os primeiros dias. Bem hajam por tudo isso... Para sempre!
"Repetto french dance shoe brings out the Serge in you."
"Gainsbourg allegedly disliked wearing most shoes and if he could have had his way, would walk the streets barefoot. His “69 Années Erotique” duet-partner (in more ways than one) Jane Birkin had just the thing for him: a pair of crisp, white Repetto dance shoes, a model called “Zizi Homme.”
"Gainsbourg was smitten and throughout his life had dozens of pairs of the supple shoe, and the Zizi became as much a signature of his look as a cigarette."
"Since 1947, Repetto has provided hand-made dance shoes to every major dance company but has also been adopted by the fashion world. In 1999 Jean-Marc Gaucher, a former executive from Reebok, took over the reigns with bold plans to make Repetto a major player in luxury fashion. Limited-edition collections have been created with the likes of Karl Lagerfeld and Veronique Branquinho. Hedi Slimane, Martin Margiela, and countless other designers have designed shoes in homage to the Zizi Homme."
E por falar em surpresas de peso... O vocalista dos Sigur Rós a solo, mais uma das cento e trinta e duas razões para ouvir a sua voz única, mais uma razão para não perder tempo com música menor. Magnífico... E mais não digo...
José González, meu amigo do coração tem uma banda chamada Junip, formada no fim dos 90´s e que agora está de regresso... Nunca de tal ouvi falar... Fiquei "sem saber ler nem escrever"...
Há dois dias recebi a news letter habitual e esta trazia uma surpresa, a saber, o lançamento do EP. "Rope And Summit" totalmente disponível para download gratuito... São quatro faixas que apesar de terem aproximadamente 20 minutos entre si, sabem mesmo a pouco e dão vontade de ouvir mais e mais... A voz de González como sempre deixa-me hipnotizada e faz-me esquecer que existem outras vozes por aí... O som faz pensar em Zero 7 ( por ex. Futures feat. José González), Neu, Joy Division, um tanto psicadélico ao estilo " Riders On The Storm" notório no tema " At The Doors" (que me cheira a homenagem). O resultado fantástico é um cocktail ao estilo Ambient com muito boas surpresas sonoras à mistura, é de ouvir e esperar por mais...
Ora bem, isto é o que julgo que pudesse ser o encontro muito improvável entre Dylan e Giorgio Moroder nos anos 80... Tem sido dos discos que mais gosto e oiço este ano.
O Youtube é de facto um mundo de possibilidades... Procurava esta canção de Cat Stevens e encontrei-a nesta versão cantada por alguém que a ele só tem para nos oferecer musicalmente um outro mundo de possibilidades... Já aqui deixei a versão original aquando do post sobre o filme Harold AndMaude, que tem por B.S.O. esta magnífica canção. Seria impossível não partilhar aqui... Não posso deixar de saudar o meu grande amigo joe que me fez descobrir o filme e consequentemente este tema de que tanto gosto.
Hoje foi lançado no Myspace dos Rammstein este novo vídeo, e, quando isso acontece é sempre uma festa já que os vídeos destes incendiários são dos mais originais de sempre na minha opinião... Neste, o suposto funeral de Till, muito suigeneris, com obrigatório toque de humor negro, uma passagem por excertos de vários vídeos revisitados intrigam-nos sobre as possíveis ideias a que os restantes membros teriam recorrido para "eliminar" o tão "querido" vocalista. Destaque para o momento em que mesmo antes da cerimónia fúnebre os rapazes seguram numa foto de James Hetfield, na perspectiva de resgatar o vocalista dos Metallica para substituir Till... E por fim um desfecho fantástico! Para não variar "Haifisch"( tubarão) contraria os pressupostos e é mais um "cordeiro disfarçado de lobo" um relato sobre a união, amizade, humildade, fidelidade, etc. entre os seis, "a água do mar é salgada por causa de tantas lágrimas solitárias que correm", da fragilidade escondida, "um tubarão também chora, mas vivendo na água as lágrimas não se podem ver..." Cada vez mais se torna impossível eleger um vídeo favorito deles... Este é mais um dos muito bons... Espero que não removam tão depressa esta excelente obra-prima...
Quando os ouvi pela primeira vez pensei, "não sei o que é mas quero duas caixas"... Agora é como um ritual, a modos que tenho ouvido o disco em loop... A mais viciante de todas para mim é sem dúvida a que se segue.
Sweet Disposition- The Temper Trap- Conditions (2009)
Finalmente o regresso dos misteriosos irmãos Dreijer , após meses de árdua labuta chegou o último trabalho dos The Knife, a convite de uma companhia de teatro dinamarquesa ( Hotel Pro Forma) juntaram o projecto alemão "Planningtorock" com o francês Mount Sims, e colaboraram assim numa obra tão exigente quanto ousada... O audacioso "Tomorrow In Year" foi concebido em homenagem ao segundo centenário do nascimento de Charles Darwin, uma "electro/ópera" que encena o livro "A Origem Das Espécies". Uma viagem em que a voz da natureza vai muito além das quedas de água e dos sons de pássaros de várias espécies ( muitos dos quais gravados na Amazónia) uma experiência sonora invulgar, reveladora e até insólita. Porém, há que estar preparado para ouvir o disco sem ver a peça, que desprovido da parte visual se torna mais exigente em curiosidade pois há que passar a barreira entre o "estranhar e o entranhar", importante também ter em conta o lado exploratório que na minha opinião é uma forte característica do próprio conceito em si...
A experiência perfeita seria ver e ouvir ao vivo, mas "hélas" estamos na cauda da Europa... resta-nos o DVD, veja quem tiver oportunidade, oiça com headphones se possível aconselham os próprios ...
Há muito tempo que não ficava tão feliz por ver um actor receber um prémio como ao ver Jeff Bridges receber o Globo De Ouro. O "dude" já merecia.
Não tive ainda a oportunidade de ver "Crazy Heart" que lhe trouxe este prémio, por isso não digo que Mereceu o Globo mais que outro mas sim já merecia. Sendo um dos actores que mais me dá gosto ver trabalhar fiquei mesmo contente, Bridges é daqueles que me faz esquecer que o que vejo não passa de uma personagem fictícia, faz-me até pensar se ele não estará apenas a ser ele próprio e então mau actor... ( eh eh) Não vi muitos filmes com ele até porque dizer que vi alguns é quase nada para a quantidade enorme em que participou, a personagem "the dude" em " The big Lebowski" é brilhante, e "Bill Django" em "The Man Who Stare At Goats" ( que adorei) creio ser o suficiente para deixar claro o seu enorme calibre de actor... Está longe o " Against All Odds" em que o galã e a balada de Joe Cocker, apenas deixavam espaço para comentar outros dotes do actor, que não sei dizer se já era bom... como actor claro, não me lembro. :)
As cores aborrecidas, os cenários retro e nostálgicos, os enigmas, os diálogos suigeneris, os pormenores subliminares, os personagens losers por natureza, a sátira, e, o humor negro como cereja em cima do bolo, estão presentes mais uma vez neste filme dos fantásticos irmãos que quer entre si ou em conjunto realizam, produzem, escrevem e muito mais...
É sempre difícil eleger um realizador ou um filme como favorito mas, a fazê-lo teria de optar por um género que reunisse todas as condições para me divertir em vários aspectos, sem dúvida que escolheria as comédias negras dos Irmãos Coen...
Depois de ver "BrotherWhere Are Thou?","Raising Arizona", Fargo", "TheBigLebowski, "BurnAfterReading" e " A SeriousMan" ( que vi ontem) já posso justificar essa escolha e finalmente escrever sobre eles... A escolha mais ou menos frequente de actores como John Turturro, Francis McDormand( esposa de Joel), JeffBridges, SteveBuscemi, John Goodman, acentua o excelente resultado dos filmes.
Quando a memória me começar a pregar partidas, irei sentar-me na rocking chair regressando assim ao passado por entre imagens, palavras, pensamentos, e sobretudo através de bandas sonoras, as da minha própria vida.